Descrição
Composição Técnica do Bloco TN10 – Categoria 3
O bloco TN10 é composto pelos seguintes componentes:
| ITEM | CÓDIGO | DESCRIÇÃO | FUNÇÃO |
|---|---|---|---|
| 1 | 111242 | Barra de Ferro Fundido (FE-45012) | Corpo do manifold |
| 2 | 119562 | Válvula Solenoide Monitorada TN10 — DKE-1631/2/FV-N24DC | Válvula direcional monitorada, núcleo do comando de segurança |
| 3 | 120685 | Manômetro — Esc. 0 a 280 bar × PSI, visor policarbonato 60mm, cx inox, c/ glicerina, saída vertical 1/4" BSP | Monitoramento de pressão |
| 4 | 110356 | Válvula Isoladora FT291-14 — p/ manômetro, saída 1/4" BSP | Proteção do manômetro |
| 5 | 113913 | Bujão Sextavado Interno BSIA — 1/4" BSP | Selagem de vias não utilizadas |
| 6 | 115621 | Batoque LF21A | Proteção de conexões |
Dados físicos e conexões:
• Pórtico de Pressão (P): G 1″ Fêmea (rosca BSP)
• Pórtico de Tanque (T): G 1.1/4″ Fêmea (rosca BSP)
• Material do corpo: Ferro Fundido Nodular GGG 40
• Tolerâncias: Conforme ISO 2768-1
• Tratamento superficial: Zinco Trivalente
• Torques de aperto: Tabela padronizada (40 a 240 Nm conforme rosca)
Parâmetros Operacionais do Bloco TN10 – Categoria 3
O esquema hidráulico do projeto define os seguintes parâmetros de operação:
| Parâmetro | Valor |
|---|---|
| Pressão de trabalho | 160 bar |
| Vazão nominal | ~ 140 LPM |
| Vazão máxima | ~ 300 LPM |
| Pórtico de Tanque | G 1.1/4" BSP Fêmea |
| Pórtico de Pressão | G 1" BSP Fêmea |
| Escala do manômetro | 0 a 280 bar |
Diagrama de Passos — Válvula Monitorada
O esquema hidráulico do TN10 revela um diagrama de passos com dois movimentos principais:
| Movimento | Solenoide Y1 | Sensor S1 (Pino do Sensor) |
|---|---|---|
| Descompressão | 1 (energizada) | 0 |
| Compressão | 0 | 1 |
Este diagrama mostra que:
• Na compressão, a válvula solenoide monitorada DKE-1631/2 está desenergizada e o sensor S1 confirma a posição de bloqueio — o sistema sustenta a carga.
• Na descompressão, a solenoide Y1 é energizada e o pino do sensor S1 é acionado, liberando o alívio controlado da pressão.
O quadro de sinais dos itens monitorados confirma que ambos os estados (compressão e descompressão) são verificados por sensores, garantindo a redundância e o monitoramento contínuo exigidos pela Categoria 3.
A Função de Descompressão na NR-12
A descompressão é um dos requisitos mais críticos da NR-12 para sistemas hidráulicos de prensas. O Anexo VIII da norma exige que o sistema seja capaz de aliviar a pressão residual de forma controlada antes que o circuito seja aberto ou que o operador tenha acesso à zona de perigo.
Por que a descompressão é necessária?
Em prensas hidráulicas, após o ciclo de compressão, o óleo fica pressurizado na câmara do cilindro. Se o circuito for aberto sem descompressão prévia:
• Risco de movimentação brusca do atuador ao abrir a válvula direcional
• Golpe de aríete (pressure surge) na tubulação
• Projeção de componentes em caso de falha de vedação
• Risco de esmagamento para o operador
O bloco TN10 resolve este problema integrando a função de descompressão ao próprio manifold, garantindo que o alívio ocorra de forma gradual, monitorada e segura, conforme comprovado pelo diagrama de passos com sensor S1.
Particularidade das Prensas Ascendentes
Em prensas ascendentes, o cilindro atua de baixo para cima, comprimindo o material contra uma mesa fixa superior. Nesta configuração, a função de descompressão é ainda mais crítica, pois:
• A carga é sustentada hidraulicamente durante todo o ciclo
• No momento da descompressão, o retorno do atuador deve ser rigorosamente controlado para evitar queda brusca da peça ou do ferramental
• O manômetro com glicerina (item 2) garante leitura estável mesmo sob vibração característica do ciclo ascendente
• A válvula monitorada DKE-1631/2 assegura que a descompressão só ocorra quando o circuito de segurança autorizar
Categoria 3 de Segurança — O que significa no TN10
A Categoria 3, conforme a ABNT NBR 14153 (ISO 13849), exige que: “Um único defeito não deve levar à perda da função de segurança.”
No contexto do bloco TN10, isso se traduz em:
1. Válvula Solenoide Monitorada DKE-1631/2/FV-N24DC
É uma válvula solenoide monitorada com retorno por mola. Diferente de uma válvula solenoide comum, a versão monitorada possui contatos elétricos de realimentação (feedback) que confirmam se o carretel está na posição correta. Se houver falha — como um carretel travado ou mola quebrada — o sistema de controle detecta e impede o próximo movimento.
2. Monitoramento por Sensor S1
O esquema hidráulico mostra um sensor S1 (pino do sensor) que monitora a posição do carretel. Este sensor trabalha em conjunto com a solenoide Y1 para garantir que:
• Na compressão: Y1 desenergizada, S1 confirma posição de bloqueio
• Na descompressão: Y1 energizada, S1 confirma posição de alívio
3. Monitoramento por Manômetro
O manômetro (item 2) com escala de 0 a 280 bar e glicerina (amortecimento de vibração) permite ao operador verificar visualmente se a pressão foi efetivamente aliviada antes de autorizar o próximo ciclo.
4. Arquitetura Tolerante a Falhas
A combinação de:
• Válvula monitorada com feedback elétrico (DKE-1631/2)
• Sensor de posição S1
• Manômetro com glicerina para leitura estável
• Corpo em ferro fundido nodular GGG 40 com tratamento anticorrosivo
Garante que um único ponto de falha não comprometa a função de segurança como um todo, atendendo ao requisito central da Categoria 3.
Embasamento na NR-12 — Anexo VIII (Prensas e Similares)
Os principais pontos da NR-12 que se aplicam diretamente ao Bloco TN10 são:
12.4 — Dispositivos de Segurança
A norma exige que os sistemas hidráulicos sejam dotados de dispositivos que impeçam movimentos perigosos em caso de falha. A válvula solenoide monitorada DKE-1631/2 com sensor S1 atende a este requisito ao fornecer feedback contínuo da posição do carretel.
Anexo VIII — Requisitos Específicos para Prensas
O Anexo VIII estabelece que prensas hidráulicas devem possuir sistema de segurança com categoria não inferior a 3, conforme NBR 14153. O TN10 é projetado para Categoria 3, estando em conformidade com este requisito.
12.113 — Manutenção e Inspeção
A norma exige que os dispositivos de segurança sejam mantidos em condições operacionais. O manômetro com glicerina e o sensor S1 do TN10 permitem a verificação periódica da estanqueidade e do funcionamento da descompressão.
Aplicações do Bloco TN10 em Prensas
O modelo Compressão e Descompressão TN10 — É especialmente indicado para:
• Prensas ascendentes de médio e grande porte — onde o cilindro atua de baixo para cima e a descompressão controlada é crítica para a segurança
• Prensas hidráulicas de estrutura — que exigem vazões de até 300 LPM e pressões de 160 bar
• Prensas de estamparia — ciclos rápidos com descompressão segura entre batidas
• Prensas de forjamento — sujeitas a altas pressões e cargas dinâmicas
• Prensas hidráulicas com cilindros de diâmetro elevado — onde a vazão necessária supera a capacidade de blocos menores (como o TN6)
• Retrofit de prensas antigas — adequação de equipamentos existentes à NR-12 com bloco de passagem de alta capacidade
Manutenção e Validação Periódica
Para manter a conformidade com a NR-12, o bloco TN10 deve passar por verificações periódicas:
1. Teste funcional da descompressão — verificar se a pressão é aliviada de forma gradual e completa, confirmando o estado do sensor S1
2. Verificação do manômetro — confirmar leitura correta na escala de 0 a 280 bar
3. Teste da válvula solenoide monitorada DKE-1631/2 — verificar o feedback elétrico de posição do carretel e o funcionamento do sensor S1
4. Torque de aperto — reapertar conexões conforme tabela do fabricante
5. Ensaio de estanqueidade — verificar vazamentos internos e externos no corpo do manifold em ferro fundido nodular GGG 40
6. Inspeção do tratamento superficial — verificar condição da zincagem
Conclusão
O Bloco Manifold TN10 – Categoria 3 — Compressão e Descompressão da ACT Sistemas Hidráulicos é uma solução tecnicamente alinhada aos requisitos da NR-12 (Anexo VIII) para segurança em prensas e similares, com ênfase em prensas ascendentes.
Sua classificação Categoria 3, a válvula solenoide monitorada DKE-1631/2/FV-N24DC com feedback elétrico e sensor S1, e o manômetro com glicerina para verificação da descompressão o tornam um componente confiável para aplicações que exigem a aplicação dessa Categoria de Risco.
Com pórticos de G 1″ para pressão e G 1.1/4″ para tanque, corpo em ferro fundido nodular GGG 40 e tratamento superficial por zincagem, o TN10 oferece a robustez necessária para operação contínua em ambientes industriais exigentes, garantindo que o alívio de pressão ocorra de forma controlada e visível — exatamente como a NR-12 determina.
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